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Centro Olímpico

O Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa Marechal Mário Ary Pires (COTP) é um equipamento da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação (SEME) da Prefeitura  da Cidade de São Paulo. Trabalhando de maneira complementar, existe a Associação Desportiva Centro Olímpico, entidade esportiva responsável pela inscrição dos atletas que treinam no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa em competições e pelo gerenciamento administrativo, financeiro e logístico das atividades desenvolvidas pelas modalidades. Assim, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa é um local físico público e a Associação Desportiva Centro Olímpico é uma entidade jurídica privada de natureza esportiva sem fins econômicos.
Clique nas abas acima e conheça a trajetória do Centro Olímpico desde 1976.
anos70O Centro Olímpico foi criado em fevereiro de 1976 para receber os atletas do Programa Adote um Atleta, sendo uma unidade destinada ao aperfeiçoamento de atletas das categorias de base (crianças e adolescentes) que já fossem expoentes de suas modalidades e que tivessem potencial para integrar futuras seleções brasileiras adultas. Estes atletas treinavam meio período em seus clubes e meio período no Centro Olímpico. O Programa Adote Um Atleta foi idealizado pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo. A ideia era oferecer o Centro Olímpico para treinamentos de jovens atletas que seriam patrocinados pela iniciativa privada. No final da década de 1970, adolescentes como Hortência, Amauri, Ricardo Prado, Montanaro e outros, que ficariam mundialmente famosos alguns anos depois, foram beneficiados com um salário mínimo como estímulo para a continuidade de seus treinamentos.
Paralelamente, havia o Programa de Ação Desportiva (PAD), outro programa municipal onde os antigos Centros Esportivos Educacionais (unidades dedicadas ao esporte de participação, atualmente conhecidas como Clubes da Cidade) trabalhavam de forma integrada com o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, indicando crianças e adolescentes com potencial para a prática esportiva de rendimento.
70 Porém, com o passar dos anos e com as mudanças que aconteceram na própria estrutura do esporte dito “amador”, o projeto inicial foi sofrendo interferências do ambiente externo. Empresas como Pirelli, Minercal, Bradesco, Supergasbrás e outras passaram a investir no marketing esportivo e preferiram criar suas próprias estruturas de treinamento, incluindo recursos que eventualmente não pudessem ser oferecidos pelo Centro Olímpico, como fisioterapeutas, preparadores físicos, nutricionistas, fisiologistas etc. e com a vantagem de não precisar ver seus principais atletas treinando meio período afastados do restante da equipe. Ao mesmo tempo, as Federações e Confederações passaram a se organizar melhor e a muitas vezes desenvolver seus próprios centros de treinamento.
Percebendo que o Centro Olímpico perdia cada vez mais atletas de ponta e se afastava de sua missão original, a Secretaria Municipal de Esportes decidiu alterar o foco do equipamento, que passou então a formar equipes de competição e a inscrever seus atletas nas principais disputas de suas faixas etárias.
anos90No entanto, os regulamentos de confederações, federações, ligas esportivas e demais entidades organizadoras proíbem a inscrição de órgãos públicos nas disputas esportivas. Não é possível que uma prefeitura dispute um jogo contra um clube, por exemplo. A saída foi, em 25 de janeiro de 1981, criar-se o Clube Desportivo Padote, uma entidade privada com seu próprio estatuto, diretoria, conselho deliberativo e registros no CND, CNPJ e CCM. O nome Padote veio da união da sigla “PAD” e da palavra “Adote”, referindo-se aos dois grandes programas da Secretaria.
Com esse novo formato, o Centro Olímpico formou durante a década de 1980 uma geração de atletas que atingiram resultados expressivos como a levantadora da seleção brasileira de vôlei feminino Fofão, que disputou quatro Jogos Olímpicos. No entanto, a década seguinte veria o fim do PAD e do Adote Um Atleta e a mudança de prioridades da SEME. O Centro Olímpico passou a viver um cenário com menos recursos financeiros e manutenção física, o que acarretou seu afastamento das disputas federativas e uma nova e forçosa mudança de foco, agora em lazer e recreação. A interrupção dos concursos públicos para contratação de novos profissionais de educação física, situação que perdura até hoje, também criou um gargalo para o desenvolvimento de um trabalho de qualidade. No final do ano 2000, cerca de apenas 100 atletas treinavam no Centro Olímpico.
aereaA partir de 2001, uma nova administração tornou a priorizar o Centro Olímpico e a destinar recursos para sua manutenção e para a execução do trabalho competitivo. Um processo que durou mais de três anos culminou na reforma de toda a área interna (quadras, ginásio de ginástica artística, dojô, sala de luta olímpica e piscina, além das áreas de apoio administrativo) e ampliando a construção (novas salas para academia de musculação, sala de avaliação física e luta olímpica).
Em 2005, visando fortalecer a principal marca envolvida e unificar as nomenclaturas existentes, o Padote trocou seu nome para Associação Desportiva Centro Olímpico, a atual entidade jurídica privada responsável por inscrever os atletas que treinam no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa em competições organizadas por federações, confederações e demais entidades competentes. Assim, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) é um local físico e a Associação Desportiva Centro Olímpico é um clube enquanto entidade jurídica. No dia-a-dia, ambos trabalham de forma unificada e são chamados simplesmente de Centro Olímpico.